Evento reuniu equipas portuguesas e internacionais para fortalecer competências de resgate e segurança.

Montalegre recebeu a primeira edição do Campeonato Nacional de Salvamento por Cordas, uma iniciativa que reuniu equipas e especialistas da área com o objetivo de fortalecer a capacidade de resposta e promover a melhoria contínua das técnicas de salvamento.
Os participantes testaram as suas competências num dos mais desafiantes cenários verticais do país, o Castelo de Montalegre, palco de provas que simularam situações reais de resgate vertical em ambientes urbanos e naturais. As equipas foram avaliadas nas vertentes de comando, segurança e execução técnica, demonstrando rapidez, coordenação e precisão, sempre de acordo com as melhores práticas internacionais.
O evento contou com a presença de equipas de várias regiões de Portugal e da Catalunha, que competiram nas categorias Standard, Rápida, Complexa e Técnicas de Progressão Vertical (TPV). Paralelamente, o programa integrou ainda uma Mesa Redonda subordinada ao tema “(Con)Corda(s) no Futuro?”, com a participação de oradores nacionais e estrangeiros, num espaço de reflexão e partilha de conhecimento.
“Montalegre tem condições ótimas para este tipo de ações de treino”
A presidente da Câmara de Montalegre, Fátima Fernandes, destacou o orgulho em acolher este evento nacional.
“Foi uma honra acolher este evento que reuniu os maiores especialistas em salvamento por cordas. Sabemos bem o trabalho que as equipas do concelho têm feito pelo reconhecido desempenho nos vários episódios de resgate no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Segundo a organização, temos condições ótimas para estas ações de treino”, referiu.
Para João Nunes, da Associação Nacional de Salvamento e Desencarceramento (ANSD), esta iniciativa representa um marco na formação e qualificação das equipas.
“Mais do que um desafio da organização, é um desafio individual que cada um deve percorrer no sentido de melhorar as suas competências no âmbito do socorro. Este campeonato tinha que ser num sítio com o propósito certo, e Montalegre tornou-se inevitável, dado o número de ocorrências no Parque Nacional da Peneda-Gerês.”
O Comandante Sub-Regional do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, reforçou a importância de ações que potenciem o socorro.
“Na nossa área temos 11 corporações de bombeiros com riscos associados aos incêndios, ao resgate em montanha e à neve. Por todas as razões, estas iniciativas são fundamentais.”
Também Hernâni Carvalho, presidente da Federação Distrital dos Bombeiros Voluntários de Vila Real, sublinhou a relevância do evento.
“Foi uma mais-valia para o território, onde a diversidade geográfica exige preparação constante. É sempre um privilégio aprender com os melhores e evoluir para servir melhor.”
Partilha de experiências e valorização do trabalho das equipas
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Montalegre, David Teixeira, elogiou o nível técnico demonstrado pelas equipas.
“Valeu a pena este evento que trouxe a Montalegre as melhores equipas de salvamento do país. Foi uma oportunidade para aprender com quem está no terreno diariamente, como a equipa da Catalunha, que realiza uma média de três operações de resgate por dia e dispõe de meios aéreos próprios.”
Da mesma corporação, José Carlos Moura, da equipa de resgate, destacou a importância da aprendizagem prática.
“Foi uma oportunidade para identificar falhas, melhorar procedimentos e testar a capacidade das equipas em ambiente real. A nossa realidade é exigente e, muitas vezes, não é reconhecida, mas é um trabalho que nos orgulha.”
A primeira edição do Campeonato Nacional de Salvamento por Cordas terminou com o compromisso comum de elevar o nível técnico e humano das equipas de resgate, reforçando o papel de Montalegre como referência nacional na formação e treino de salvamento em altura.



