Com 58 restaurantes aderentes e um programa que liga sabores e cultura, o evento promete transformar a cidade num verdadeiro roteiro de experiências à mesa.
Mais do que um festival, trata-se de uma celebração do “fiel amigo” nas suas múltiplas interpretações, onde tradição e inovação se encontram. Ao mesmo tempo, o Festival Gastronómico do Bacalhau reforça o posicionamento de Chaves como destino turístico em crescimento, assente na qualidade da sua restauração e na riqueza do seu património.
Figura central desta edição, o chef Duarte Eira, padrinho do festival e presidente do júri, refere o papel incontornável do bacalhau na cultura portuguesa.
“O bacalhau é, provavelmente, o peixe com mais importância na mesa dos portugueses. É perfeitamente normal estar presente no dia a dia, mas também nos momentos mais marcantes, como o Natal, que é uma das festas mais importantes que temos. O bacalhau é rei na nossa mesa”, sublinha.
Para o chef, a versatilidade do produto é uma das suas maiores riquezas.

“É um produto que se aproveita praticamente todo, da cabeça ao rabo, muito semelhante ao porco em Trás-os-Montes. Dá para assar, cozer, fritar, e mantém sempre um sabor muito característico. É essa versatilidade que permite que continue a surpreender”, explica.
Ao longo das cinco edições, Duarte Eira tem acompanhado de perto a evolução do festival e não tem dúvidas quanto ao crescimento qualitativo.
“Tem sido muito interessante perceber a evolução. Nota-se um cuidado cada vez maior na forma como o bacalhau é tratado, desde a confeção até à apresentação. Há uma preocupação em não cozinhar demasiado, em respeitar o produto. O júri dá sempre contributos construtivos e é gratificante ver que muitos restaurantes absorvem essas sugestões e procuram melhorar ano após ano”, afirma.
Com raízes em Vila Pouca de Aguiar, mas uma forte ligação a Chaves, o chef assume o orgulho em integrar o projeto.
“Vim estudar para cá e foi aqui que me apaixonei pela cidade. Hoje trabalho em Aveiro, uma região com grande tradição no bacalhau, e é uma honra poder trazer essa experiência para este festival. Gosto muito de cozinhar bacalhau, gosto de o comer, e é um orgulho enorme ser padrinho deste evento desde a primeira edição”, refere.
Concurso gastronómico e excelência à prova
O festival volta a apostar no concurso gastronómico, com 14 restaurantes a disputar prémios em várias categorias, desde “Melhor Entrada” a “Inovação Gastronómica”, passando por “Melhor Prato Principal”, “Melhor Prato Tradicional” e “Jovem Talento”. O público terá também um papel ativo, podendo eleger o seu prato favorito.
O painel de jurados integra, além de Duarte Eira, nomes como Milton Ferreira, Fernanda Fernandes e Vítor Cunha, que terão a exigente tarefa de avaliar sabor, técnica, criatividade e apresentação.
Cultura e talento local
Para além da gastronomia, o festival apresenta um programa cultural que valoriza o talento local. Amanhã, o Aquanatur Palace recebe o espetáculo dos “Mini Jovens Talentos de Chaves”, reunindo a Orquestra Infantil de Sopros, a Orquestra de Cordas, o Coro e Orquestra de Guitarras da Academia de Artes de Chaves, bem como o Rancho Folclórico de Santo Estêvão, o grupo Forma, o Coro Infantojuvenil do Agrupamento de Escolas Júlio Martins e os Acrojulinhos, entre outros convidados.

Já no sábado, pelas 22h00, sobe ao palco a cantora Margarida, num concerto intimista que promete dar a conhecer o seu universo musical, marcado por experiências pessoais e criatividade.
Um convite aberto a descobrir Chaves
Ao longo dos três dias, os visitantes são convidados a percorrer os restaurantes aderentes e a explorar diferentes abordagens ao bacalhau, num verdadeiro roteiro gastronómico pela cidade.
A iniciativa é promovida pelo Município de Chaves com o apoio do Turismo de Portugal, no âmbito da ANIMAT 2026.
*Conteúdo com apoio na sua produção.


