A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) realizou, pela primeira vez, um bloqueio do plexo ganglionar celíaco, uma técnica diferenciada dirigida ao alívio da dor oncológica, através da Unidade de Dor Crónica. O procedimento aconteceu em dezembro e representa um avanço significativo na resposta assistencial desta unidade de saúde nesta área clínica.

O bloqueio do plexo celíaco está descrito na literatura científica como uma opção eficaz no controlo da dor associada a neoplasias do abdómen superior, permitindo, em doentes criteriosamente selecionados, melhorar o controlo da dor e reduzir a necessidade de recurso a opioides.
Para Catarina Martins, médica coordenadora da Unidade de Dor Crónica da ULSTMAD, a realização deste procedimento na instituição constitui um passo relevante no reforço das opções terapêuticas disponíveis.
“A possibilidade de realizar este procedimento na ULSTMAD permite oferecer uma alternativa terapêutica com evidência no controlo da dor oncológica, em doentes criteriosamente selecionados, reforçando a resposta da instituição nesta área médica”, sublinhou.
A execução desta técnica exige elevada diferenciação clínica, experiência e condições de segurança, não estando, por esse motivo, disponível de forma generalizada em todas as instituições de saúde.
Também Filipe Rodrigues, diretor clínico para a área hospitalar, destaca a importância deste avanço.
“Este é um exemplo do trabalho de diferenciação que queremos consolidar: equipas capacitadas, procedimentos seguros e uma resposta mais completa às necessidades clínicas, incluindo no controlo da dor em contexto oncológico”, afirmou.
A realização deste primeiro bloqueio do plexo celíaco representa mais um passo no reforço da capacidade assistencial da ULSTMAD na área da Dor Crónica, com foco na inovação clínica, na segurança do doente e na melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde prestados à população.
O plexo celíaco é uma estrutura nervosa central na transmissão da dor proveniente dos órgãos do abdómen superior. O seu bloqueio tem como objetivo interromper essa transmissão nervosa, sendo uma abordagem utilizada sobretudo no controlo da dor associada a doenças oncológicas, com particular destaque para a neoplasia pancreática e outras patologias malignas do abdómen superior.



