Procurar

Presidente da ACISAT, Vítor Pimentel | “O segredo da Feira dos Santos está em renovar sem perder a tradição”

Chaves já sente o aroma das farturas e das castanhas assadas, o som dos carrosséis e o burburinho do público que anuncia a chegada de mais uma Feira dos Santos. As ruas da cidade voltam a transformar-se, entre 30 de outubro e 2 de novembro, num palco de tradição, reencontros e negócios, num evento que acontece há séculos e que marca a identidade flaviense.

A feira promete manter o espírito de sempre, genuíno e popular, mas também surpreender com novas dinâmicas culturais e espaços de animação. Em entrevista, o presidente da Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT) assegura que o segredo do sucesso está no equilíbrio entre “renovar e preservar”.

“A Feira dos Santos mantém a sua génese e tradição, porque é disso que é feita uma feira desta natureza. Apesar de se ir renovando, nunca perde a sua identidade”, afirmou Vítor Pimentel.

Entre as novidades, destaque para o Festival de Bandas de Garagem, que encerrará a edição de 2025 no Aquanatur Palace.

“É um espaço que permite criar eventos diferenciados, trazer a cultura ao centro e dinamizar o próprio centro histórico. A feira vive também desse pulsar urbano, e esta novidade vem reforçar isso mesmo”, explicou.

O dirigente realça que a programação cultural mantém a essência dos últimos anos, com três noites de concertos, o mercado e concurso de gado, o festival gastronómico do povo e muitas atividades paralelas que fazem da feira “uma experiência para todos os sentidos”.

Um “Natal antecipado”

Mais do que uma feira, trata-se de um ritual coletivo. Famílias inteiras regressam à cidade, amigos reencontram-se e os cheiros e sabores típicos preenchem o ar.

“A Feira dos Santos é quase uma espécie de Natal antecipado. É o momento em que as pessoas que estão fora regressam, em que se mostra a marca Chaves, os produtos da região, a gastronomia e a hotelaria. A cidade enche-se de vida, os restaurantes e hotéis ficam cheios”, sublinhou o presidente da ACISAT.

Este ano, a organização estima a presença de 520 expositores, número semelhante ao da edição anterior, que irão preencher 4,8 quilómetros da cidade.

“Há um misto de culturas, produtos e tradições. Procuramos manter a identidade, mas também inovar, trazendo novos costumes e propostas. A multiculturalidade é a alma da feira, foi assim no passado e continuará a ser”, destacou.

Os preparativos intensificam-se, afinal faltam apenas três dias para o evento acontecer. Montagens, chegadas de camiões e a habitual azáfama dos divertimentos fazem parte do cenário. Apesar dos inevitáveis constrangimentos, Vítor Pimentel garante que “tudo é pensado com rigor”.

“Uma feira desta dimensão causa sempre algum reboliço, mas trabalhamos em articulação com a Câmara Municipal, PSP, GNR, Proteção Civil, INEM e bombeiros para que tudo decorra com segurança”, afirmou.

“O que faz da Feira dos Santos uma feira diferente é precisamente o facto de não ser num recinto fechado. É uma feira viva, no coração da cidade, e isso dá-lhe alma. É única a nível nacional.”

No final, Vítor Pimentel deixou um apelo aos flavienses: “Desfrutem da feira com orgulho e compreensão. Sabemos que altera as dinâmicas da cidade, mas é motivo de orgulho. Quem nos visita fica maravilhado e volta sempre. É um evento que espalha o nome de Chaves por todo o país e pela Europa.”

Programa da Feira dos Santos

*Conteúdo com apoio à produção. 

Discover more from KomunicaMagazine

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading