Por Manuela Raínho //
Depois de uma busca exaustiva, decidi fazer convosco, uma reflexão sobre o que é a felicidade? Há dias, li uma citação de Zigmunt Bauman, filósofo da actualidade, que reza assim: «Uma vida com significado não garante a felicidade, mas torna a infelicidade suportável.»
O que pensar desta citação, em tempos que a sociedade teima em fazer a apologia da felicidade como algo prioritário? Ela é, no mínimo, um tudo nada pessimista, na medida em que a busca da felicidade deve integrar um dos sentidos da vida de cada um de nós. Se a busca de um significado da vida é a condição/via necessária e suficiente para alcançar a felicidade, por que razão a mesma é frequentemente explorada em vertentes exteriores ao indivíduo?
Segundo consta, a felicidade é algo que ecoa dentro de nós, e nos leva a usufruir de uma harmonia efémera onde nos identificamos plenamente e nos traz equilíbrio, aquilo a que chamamos sentido da vida.
Actualmente que a vida de cada um de nós está mergulhada em tempos líquidos, onde quase nada é perene e lógico, alcançar a felicidade passou a ser a busca do autoconhecimento interior, onde cada um de nós, ao percepcionar o significado da vida, atinge uma harmonia e esse equilíbrio entre o que somos e o que sentimos. Esse equilíbrio é passageiro, mas, provavelmente, o que se aproxima mais da felicidade.
Assim sendo, prezado leitor, esta conclusão recordou-me aquele provérbio oriental em que, ao perguntarem a um velho guru a razão pela qual o Homem, embora buscasse a felicidade tão raramente a encontrava? O Mestre serenamente respondeu: «Como conheço o Homem, sei que os deuses esconderam a felicidade no local mais óbvio e por isso, eles não a descobriram. E? – ripostou o Aprendiz. «Simples; dentro de cada Homem.»
Logo, cabe a cada um de nós, procurar dentro de si o sentido da vida ou seja ao encontrar o caminho do autoconhecimento, atingimos a felicidade.


