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Feira dos Santos | Chaves já inaugurou a “maior feira de rua do país” este ano com mais dias de festa

Chaves inaugurou ontem a edição 2024 da Feira dos Santos, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Hernâni Dias, que defendeu a continuidade de certames como este que apoiam a agropecuária.

A cerimónia de abertura oficial da Feira dos Santos aconteceu ontem no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA), contando com as presenças, entre outros, do presidente da Câmara de Chaves e do presidente da Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT).

Questionado pelos jornalistas, Vítor Pimentel explicou que a decisão de prolongar a Feira dos Santos até domingo deveu-se ao facto de, sendo fim de semana, a expectativa é de que mais pessoas viajem até Chaves e que aproveitem não só o certame, mas também para conhecer o concelho e a região.

O responsável lembrou ainda o jogo do Grupo Desportivo de Chaves – Paços de Ferreira, agendado para este sábado, às 15h30, no Estádio Municipal, jornada a contar para a 9.ª jornada da Liga 2.

Pedimos desculpas pelos constrangimentos

“A existência de um jogo de uma liga profissional a meio da feira, numa zona de feira, vai obrigar a mudanças na estrutura naquela zona, por alguns dos feirantes. Tudo isso acaba por condicionar a feira que já realizamos há bastante tempo, mas que é sempre diferente e traz sempre novos condicionalismos”, referiu o dirigente da ACISAT.

A edição deste ano da Feira dos Santos conta com 520 expositores, com os mais variados artigos, que se estende ao longo de quase cinco quilómetros da cidade. Trata-se de um evento bastante acarinhado pelos flavienses e também pelos vizinhos galegos e dada a sua dimensão é considerada por todos “a maior feira de rua do país”.

“Este é um tipo de feira que não usufrui de qualquer tipo de financiamento. Não podemos estar dependentes de haver algum financiamento, algum quadro para este tipo de eventos porque é uma feira secular e tem de ser realizada todos os anos. Todos estes constrangimentos têm de ser tidos em conta com algum espaço de tempo. Naturalmente que a coorganização com o município ajuda-nos também nesse sentido, a suplantar uma série de dificuldades que poderia haver na feira”, acrescentou Vítor Pimentel, perspetivando uma “feira fantástica”.

Mais dias de certame significam maior número de negócios, mas implica também a contratação de mais serviços de segurança e policiamento.

“Dentro do evento temos uma equipa de cerca de 12 pessoas que fazem parte da própria comissão. Naturalmente temos de juntar a isto a segurança, a PSP, os fiscais do município, os operacionais na recolha de lixo para que as ruas e a feira estejam em condições todos os dias para receber bem quem nos visita”, salientou.

A par dos expositores da feira, o comércio local é desafiado a juntar-se à iniciativa colocando algum do seu stock no exterior da loja.

Comércio local sai à rua

“Quando me deslocava para aqui, passei na Rua de Santo António e é bom ver comerciantes com as suas bancadas também na rua. Este ano é ótimo para aproveitar isso, porque o tempo vai ajudar. E, naturalmente, também é uma ótima forma de eles próprios poderem escoar-se. O que nós queremos é que todos participem na feira, de forma responsável, mas que todos participem”.

O presidente da Câmara de Chaves destacou o simbolismo da “maior feira de rua do país” para o concelho e o orgulho e carinho especial que a grande maioria dos flavienses sente pela realização ano-após-ano da Feira dos Santos.

“Sabemos que a Feira dos Santos é caracterizada por ser uma feira muito antiga, que naturalmente era uma relevância supermunicipal e é sempre uma feira de muito bulício. É uma feira que tem muita gente, muitos expositores, que certamente perturba, e muito, aquilo que é a vivência cotidiana da nossa cidade, num bom sentido, mas também convoca sentimentos de proximidade, de partilha, de família, de regresso, de encontro… e a feira é isto mesmo, é algo muito singular”, disse Nuno Vaz.

“Atrevo-me a dizer que ela sintetiza muito do que os flavienses são: resilientes, determinados, dinâmicos, proativos. É uma feira, ao mesmo tempo, aberta, e aberta como nós somos também, fomos sempre um povo muito humanista, democrático, que quis sempre abraçar todos sem grandes diferenças. Portanto, esta feira é uma feira de encontro, mas também é uma feira abrangente”, acrescentou.

Nuno Vaz destacou o “importante” impacto socioeconómico deste evento: “Não temos capacidade de medir o seu impacto, mas certamente é de um impacto económico muitíssimo importante, porque temos milhares e milhares de pessoas, e, portanto, se fizéssemos uma média chegaríamos rapidamente a dezenas ou centenas de milhares de euros que, certamente, nesses dias aqui fluem”.

Por fim, o autarca apontou ainda outra particularidade da Feira dos Santos: “A marca da afirmação de um território, de uma identidade e de um destino, que é a marca Chaves”.

Depois da abertura oficial no MACNA, o secretário de Estado, acompanhado pelo autarca do município, do presidente da ACISAT e de vários representantes de entidades públicas e privadas da região, visitou alguns dos expositores presentes na Feira dos Santos.

Promoção económica e de desenvolvimento

“É, seguramente, um evento relevante aqui no concelho de Chaves, como seria num ou de qualquer concelho do país, porque congrega um conjunto de entidades, chama aqui imensos expositores e tem, também, uma capacidade de poder atrair turistas, neste caso particular, visitantes que vêm de outros pontos do país, mas também aqui da vizinha Espanha”, afirmou Hernâni Dias, considerando que “isso faz com que seja sinónimo de promoção económica, de desenvolvimento, da capacidade do próprio município se projetar para o exterior e fazer com que mais gente também possa aqui vir, numa lógica de divulgação dos produtos locais, de promoção, também, da atividade económica ao nível do setor primário”. O governante referia-se às tradições pecuárias que integram esta iniciativa.

“Não podemos nunca esquecer que há determinados setores do nosso território que merecem toda a atenção e que devem ser apoiados, devem ser estimulados para que continuemos a ter pessoas que se dediquem ao setor agrícola, para que continuemos a ter os nossos produtos, as nossas raças autóctones e os nossos produtos autóctones que são de elevadíssima qualidade e que nunca poderemos deixar de apoiar, sob pena de, um dia mais tarde, queremos adquirir e já não termos porque houve alguém que não foi apoiado e desistiu da atividade que tinha”, concluiu.

Hoje, quinta-feira, foi dia de reviver algumas das tradições com a Feira do Gado, no Mercado Municipal localizado na zona industrial, o Concurso Nacional Pecuário de Raça Barrosã e Mirandesa, o Concurso Concelhio de Suínos de Raça Bísara, Concurso Concelhio de Ovinos de Raça Churra Galega Bragançana Branca e Concurso Cão de Gado Transmontano, no Forte de São Neutel, e, ainda, o afamado Festival Gastronómico do Polvo.

Esta noite, a partir das 21h30, é a vez da Orquestra Sirilanka subir ao palco do Largo General Silveira. Da programação faz ainda parte os concertos da cantora Rebeca, da Tuna da Universidade Sénior de Rotary de Chaves e os espetáculos de talentos e de dança com as escolas Wagner e Christine Veen.

Animação de rua está garantida com o Teatro Experimental Flaviense, Banda às Riscas, Grupo de Bombos “Os Rufias” e Concertinas do Monumento.

Veja o vídeo do “Direto do Facebook” do evento no link: https://fb.watch/vzCvAbPBXo

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