A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, inaugurou o Agrovalor, em Valpaços, um espaço que servirá para investigação e inovação de produtos endógenos, ligados à agropecuária, por recursos humanos altamente qualificados.
Valpaços é um concelho com grande predominância no setor agrícola, sendo por isso o sustento de grande parte da população., onde se destacam produtos de excelência, reconhecidos em todo o mundo, como é o caso do vinho, do azeite, da castanha e da amêndoa.
“Este laboratório colaborativo irá dar um incremento muito grande à inovação, à criação de valor, acrescentando aos produtos que temos em Valpaços”, explicou Jorge Pires, vereador da autarquia.
Além disso, pretende “disponibilizar às pessoas e empresas serviços”, tais como análises sensoriais, análises químicas, entre outros.
A funcionar “uma ou duas vezes por semana”, atualmente, Jorge Pires adianta que a intenção é que a equipa de “técnicos doutorados” se possa instalar no laboratório a “médio prazo”. Numa primeira fase serão contratadas cinco pessoas.
No Agrovalor, que já foi um lar de freiras, já foram investidos mais de 100 mil euros para obras e requalificação do edifício. O próximo passo consiste em adquirir equipamento de investigação para prestar o serviço à comunidade.
Este é um dos melhores exemplos que temos da boa aplicação de fundos europeus
A visita ao novo espaço aconteceu à margem do V Aquaforum, promovido pelo Aquavalor e pela Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso, que decorreu no auditório Arte e Cultura Luís Teixeira, em Valpaços, contando com representantes da região e especialistas da área.
Ana Abrunhosa salientou o papel preponderante da Cim na construção deste projeto que começou em Chaves com o Aquavalor e que “reflete a investigação, o conhecimento e parcerias”, contando com o apoio do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte.
“Este é um dos melhores exemplos que temos da boa aplicação de fundos europeus, exemplo também de que estes territórios não estão condenados, exemplo de como se podem criar polos de conhecimento e polos de valor desde que haja liderança política”, afirmou a ministra da Coesão Territorial, acompanhada pela secretária de estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira.



