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Opinião | Reflexões da Nelita

Por Manuela Raínho //

Estes últimos tempos têm sido de caos, inquietação e dúvida. Conforme vou avançando no tempo, assim as fragilidades se vão adensando, pondo em questão factos que, até há bem pouco, considerava como dados adquiridos. Hoje o tempo já não é o que «soía». Tudo se equaciona, tudo é posto em causa e a última forma de sobreviver, é sermos fiéis a nós mesmos e sobretudo, aceitar conflitos, erros, falhas ou aberrações com uma filosofia que partilha da complexidade destes tempos controversos; talvez assim, consigamos escapar entre os pingos da chuva…

Quotidianamente as notícias que avultam nos diários e nos telejornais demonstram que as sociedades são distópicas, aberrantes e que o Homem em vez de aprimorar o seu civismo, sucumbe a comportamentos aterradores que a chamada crise de valores – enquanto espartilho ético da humanidade – já deveria ter diluído, ou melhor, anulado da conduta do Ser Humano.

Mas não. Basta ver a frieza com que se destrói a vida humana, só porque sim; como em nome de um patriotismo extremista se matam milhares de pessoas cujo erro foi o facto de terem nascido nesta região e não naquela. É assustador constatar que o Horror e a Crueldade, os requintes de malvadez são recursos recorrentes, usados em nome do Amor da Pátria ou da preservação de Valores Humanos ou Morais.

Talvez por isso, por agora vá submeter-me a um retiro sabático, no sentido de procurar implementar novos meios de educar para os valores, e, sobretudo implementando valores humanos que andam cada vez mais arredios, embora sejam evocados e celebrados pelos políticos e os chamados Senhores do Mundo.

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