Durante quatro dias, Macedo de Cavaleiros voltou a ser o epicentro do turismo cinegético nacional com a realização da XXVIII Feira da Caça e Turismo, um certame que regressou com nova roupagem, maior aposta na segurança, reforço da oferta gastronómica e um programa diversificado.
No primeiro dia do evento, o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, destacou a importância desta edição, sublinhando a aposta numa feira mais organizada, mais segura e mais atrativa para visitantes, caçadores e expositores.
“Esta é já a 28.ª Feira da Caça e sentimos que era o momento certo para lhe dar uma nova roupagem. Criámos melhores condições para quem nos visita, desde os espaços dedicados às iguarias de caça até às atividades ligadas ao turismo cinegético”, afirmou.
O certame gastronómico contou com cerca de 200 expositores e uma das principais novidades foi a criação de uma nova tenda destinada ao período noturno.

“Havia uma lacuna nessa componente. Existiam riscos ao nível da segurança e da saúde pública. A nova tenda veio responder a essa necessidade e, pelos primeiros indicadores, foi uma aposta ganha”, salientou.
Apesar das condições meteorológicas adversas, com a chuva a marcar presença, a adesão do público superou as expectativas logo no arranque do evento, com a primeira montaria em Limãos, integrada no programa oficial da feira.
“Consegui estar presente e dar, simbolicamente, o tiro de partida. Estas montarias fazem parte da identidade da feira, são dos caçadores e para os caçadores, mas também para quem quer conhecer este universo”, referiu Sérgio Borges.
Uma feira que projeta o território
A abertura oficial contou com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, momento que o presidente da autarquia encarou como uma oportunidade para reforçar reivindicações antigas.
“Queremos mais apoio para esta região, não apenas para a agricultura, mas também para a caça, que aqui tem um peso muito significativo. Estamos em festa, a celebrar 30 anos, e queremos mostrar o melhor que sabemos fazer e receber bem quem nos visita”, afirmou o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros.
Apesar da necessidade de cancelar algumas provas com aves, devido à gripe aviária, o balanço geral manteve-se positivo.
“Foi um contratempo, mas as pessoas continuaram a aderir. A feira tem muito mais para oferecer: gastronomia, produtos locais, natureza, cultura”, sublinhou.
Balanço final positivo
No encerramento da XXVIII Feira da Caça e Turismo, Sérgio Borges voltou a destacar o sucesso do certame, lembrando a participação expressiva de visitantes e caçadores, bem como a satisfação demonstrada pelos expositores.

“A nossa gastronomia é única e faz todo o sentido estar ligada à caça. Os enchidos, os pratos tradicionais, tudo isto faz parte de uma experiência que só se compreende vivendo-a”, concluiu.
O município deixou ainda uma mensagem de agradecimento a todos os que contribuíram para a realização do evento, reafirmando a ambição de continuar a projetar Macedo de Cavaleiros como território de referência no turismo cinegético e na valorização do mundo rural, com uma visão de futuro assente na identidade, na autenticidade e na capacidade de bem receber.
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