A autora e o ilustrador do livro infantojuvenil “Chaves, e dois mil anos depois?”, acompanhados por uma equipa de animadoras da área da Educação do município, foram às escolas para dar a conhecer esta obra que fala sobre o património flaviense.
A iniciativa, intitulada a “Hora do Conto” e a “Hora do Continho”, aconteceu entre os dias 23 e 30 de abril e foi dinamizada em todos os estabelecimentos de ensino do pré-escolar e 1º ciclo.
De forma didática e com vários momentos de diversão à mistura, os responsáveis pela obra mostraram às crianças o conteúdo do livro, apresentado em dezembro no Museu das Termas Romanas, que contém vários monumentos do concelho flaviense, associando a identidade histórica que prevalece há mais de dois mil anos à nova “marca” gráfica criada em março do ano passado para os transportes públicos do concelho.
A história de “Chaves, e dois mil anos depois?” foi ainda adaptada a um teatro de fantoches para as crianças do pré-escolar pela equipa de Educação da Câmara de Chaves.
A criadora da história, Márcia Santos, explicou que além do livro ter sido oferecido aquando do período natalício, o município “entendeu não ficar por aí” e decidiu “fazer a divulgação junto da comunidade escolar”.
A iniciativa pretende “estimular ainda mais a curiosidade dos alunos, porque nem todas as faixas etárias têm ainda a maturidade necessária para perceber o texto”. Contudo, “revisitando o livro ao longo dos anos poderão vir a entender os objetos que estão no arquivo histórico, e que fazem parte da inspiração para o livro e para a simbologia, que pretendemos também difundir, e, de certa forma, promover ainda o interesse pela nossa cidade e pelos nossos antepassados”, referiu a escritora flaviense.
Neste contexto, a obra foi feita em capa dura, para ser mais resistente, para que possa ser tratado como um “tesouro de património” e acompanhar as crianças no seu crescimento.
António Ribeiro é o ilustrador desta obra tão acarinhada por todos: “A ilustração funciona muito bem, sobretudo, com estas faixas etárias, é a parte visível da narrativa e mais facilmente transporta para o interior da mesma. A recetividade tem sido muito boa. Além de ajudar a que as crianças se apropriem do seu património cultural, temos aproveitado também para mostrar os desenhos originais, temos dado algumas dicas de como é que se faz um livro, como é o processo criativo, e é sempre interessante ter esta interação com os miúdos”, acrescentou.
As crianças foram ainda convidadas a visitar o Arquivo Municipal onde podem comparar os objetos encontrados nesse edifício com a história do livro, que pode ser adquirido na Biblioteca de Chaves.


