Na Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar (EHB), unidade orgânica mais jovem do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o novo ano letivo arrancou com a Semana de Integração para os novos alunos, marcada por atividades académicas, culturais e de convívio. A iniciativa visa facilitar a adaptação dos estudantes ao ensino superior e à cidade de Chaves.
Este ano, a escola passa a lecionar quatro licenciaturas: Fisioterapia, Osteopatia, pela primeira vez no IPB, Direção e Gestão Hoteleira e Restauração e Tecnologia Alimentar.
Além disso, continuam os cinco Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP): Vida Ativa, Bem-Estar, Termalismo, Operações Hoteleiras e Gastronomia e Produção Alimentar.

Maria José Alves, presidente da Comissão Instaladora e diretora executiva do Colab Aquavalor, destacou a importância desta oferta formativa.
“A Osteopatia é um curso muito peculiar e que tivemos dificuldade em aprovar, mas é extremamente importante. Até agora só existia no Politécnico do Porto e, agora, passa a existir também em Chaves, abrindo novas oportunidades aos estudantes.
A responsável acrescentou que os cursos respondem às necessidades do território, nomeadamente na hotelaria, restauração e bem-estar, aproveitando os recursos termais da região.
“Associar o saber dos chefes de cozinha à tecnologia alimentar já existente no Aquavalor pode criar um cluster muito interessante na área da restauração. Queremos capacitar profissionais para áreas como a gastronomia molecular e a inovação alimentar.”
“Estamos numa região com fortes recursos termais, as segundas maiores termas de Portugal. Faz todo o sentido apostar na fisioterapia, osteopatia e termalismo, criando profissionais capazes de valorizar ainda mais esta oferta”, acrescentou Maria José Alves.
Primeiros dias dos estudantes
Durante a Semana de Integração, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a equipa da escola, os colegas mentores e explorar a cidade. Alguns estudantes partilharam as suas primeiras impressões, na sua maioria, muito positivas.

Catalina Panea, escolheu o curso Direção e Gestão Hoteleira. Vinda de Faro, Catalina foi surpreendida pela colocação em Bragança, contudo encarou a experiência como uma oportunidade.
“Quando recebi a notificação que vinha para Bragança, do outro lado do país, foi um choque. Mas percebi que era uma oportunidade para mim. Até agora estou a adorar. Não me arrependo.”
Sobre o alojamento: “Arranjei a casa bastante rápido. Foi na segunda de manhã que começámos a ver e, em pouco tempo, estava tudo resolvido.”
De Barcelos, Ana Silva escolheu o curso de Fisioterapia pela paixão pela saúde e experiência como atleta.
“Sempre fui muito apaixonada pela área da saúde. Também era atleta e tive muito tempo em fisioterapia, e aquelas sessões fizeram-me prestar atenção a sério.”
Sobre a sua integração em Chaves, a aluna revela que foi muito bem recebida e que até já fez amigos. Já sobre o alojamento, “fui logo ver umas cinco casas e fiquei nesse dia com a casa já arrendada. Vou dividir o quarto com uma colega francesa.”

Restauração e Tecnologia Alimentar foi a formação académica escolhida por Inês Costa. De Alcobaça, Inês seguiu o curso devido ao interesse familiar na área culinária.
“A minha família toda sabe muito de cozinha e sempre fui apaixonada a vê-los fazer tudo. Quando soube que havia esta licenciatura em Chaves, aproveitei logo.”
“Não me faz muita confusão o facto de Chaves ser pequena. Dá para conhecer toda a gente, tal como em Alcobaça. Arrendámos um T1 e pagamos 450 euros, com despesas à parte. Comparado com Porto ou Lisboa, é muito mais acessível”, adiantou a estudante universitária.
Inês não vem sozinha do distrito de Leiria. O namorado, Henrique Pereira, foi atraído pela Osteopatia após experiências pessoais com lesões.
“Sempre fui apaixonado pela Biologia e Ciências. Inicialmente pensava em Fisioterapia, mas depois de umas sessões com osteopatas percebi que esta área era fascinante e muito boa para o contacto com o desporto.”
O aluno disse ainda que optou por Chaves por causa da segurança e também pela qualidade de vida que a cidade proporciona aos seus moradores.
O IPB prepara-se para continuar a expandir a sua presença na cidade, com residências estudantis projetadas para 2027, protocolos com entidades locais para alojamento imediato e a intenção de dinamizar a vida académica, criando associações, tunas e eventos culturais.
“Queremos criar uma associação académica, uma tuna e dinamizar eventos que tragam o ADN académico do IPB para a cidade. Chaves é acolhedora e tem muita vida”, concluiu Maria José Alves.


