Procurar

Chaves transforma-se numa festa de rua com a Feira dos Santos

Durante quatro dias, a cidade de Chaves transforma-se num enorme centro de comércio, cultura e animação.

A Feira dos Santos, uma das maiores feiras de rua do país, regressa às ruas de Chaves com tradição, inovação e multiculturalidade. Para Vítor Pimentel, presidente da Associação Empresarial do alto Tâmega (ACISAT), a cidade tem potencial para ser um centro comercial ao ar livre todos os dias.

“Eu diria que Chaves tem condições para ser todos os dias um centro comercial ao ar livre, com um magnífico comércio tradicional e com o comércio da zona histórica. Nestes dias, torna-se naturalmente um centro de comércio, um centro de cultura, um centro de animação, numa feira de rua enorme, das maiores do país, se não a maior do país, e que naturalmente deixa bem vincado aquilo que nós somos, deixa bem vincado a marca Chaves e nos enche a todos os flavienses de orgulho.”

Tradição e inovação de mãos dadas

O equilíbrio entre tradição e modernidade é um dos desafios da organização, segundo disse o mesmo responsável na inauguração do certame, quinta-feira à tarde, no Aquanatur Palace.

“É um desafio difícil, porque por vezes, para inovar, perde-se aquilo que é a tradição e a essência e a resiliência deste povo. Desde há muito, as pessoas desciam da montanha para recolher mantimentos, trocar colheitas e preparar o inverno. Portanto, essa tradição tem que se manter. Hoje em dia já não há necessidade de descer da montanha apenas uma vez no ano, mas continua, sem dúvida, a Feira dos Santos a ser uma feira multicultural, onde encontramos tudo, não só os produtos tradicionais da região, como produtos dos quatro cantos do mundo.”

Expectativas altas e clima imprevisível

A organização mantém-se otimista, mesmo com a incerteza do tempo.

“As expectativas são as melhores, naturalmente…”, e acrescenta sobre o risco do inverno: “Logicamente sabemos que é uma feira de inverno e, sendo realizada nesta altura do ano, corremos sempre o risco de ter condições adversas. Estamos prevenidos para isso, naturalmente, queremos que isso não aconteça, mas caso venha a acontecer, vamos viver com ela. Não será a primeira nem a última feira em que poderá chover e não é por isso que deixa de ser uma festa.”

Entre produtos tradicionais da região e novidades de outros cantos do mundo, Chaves abre as portas a visitantes de todo o país e do estrangeiro, que constatam em primeira mão a tradição, o comércio local e a animação que tornam a Feira dos Santos um evento único no panorama nacional.

Feira dos Santos de Chaves reforça economia local e atrai visitantes de todo o país e Espanha

O evento, com mais de 500 expositores, transforma a cidade num ponto de encontro regional e internacional.

A Feira dos Santos não é apenas uma tradição cultural: é também um motor económico para Chaves. O presidente da câmara, em declarações, destacou o impacto positivo do evento no comércio e na restauração locais, assim como a capacidade da feira para atrair visitantes de diferentes geografias, incluindo a vizinha Espanha.

“A Feira dos Santos continua, na minha perspetiva, a ser uma feira regional, uma feira de encontro, uma feira de família, uma feira de proximidade, uma feira que incute felicidade. Muitos flavienses espalhados pelo país e fora dele vêm a Chaves neste período para encontrar a sua família. É uma feira comercial, sobretudo marcadamente comercial, com produtos locais, mas também com expositores de vários continentes e várias geografias, o que é naturalmente positivo”, afirmou Nuno Vaz.

Evento estratégico para a economia local

Com um investimento que ronda os 200 mil euros, suportado pelo município e executado pela ACISAT, a feira gera impactos económicos significativos, principalmente para a restauração, comércio e serviços locais.

“Temos sempre custos diretos, custos indiretos, e também proveitos diretos, além das amenidades positivas em termos económicos. Mais importante que o investimento é o impacto na economia local, no nosso comércio, na restauração e na dinamização da cidade. É uma feira que acrescenta sempre ao território e à nossa marca”, explicou.

O autarca sublinhou ainda que a feira não serve apenas a economia, é também uma afirmação da identidade e da história de Chaves.

“Hoje estamos a afirmar a vocação histórica de Chaves. É uma cidade com um passado e um futuro marcadamente comercial. A Feira dos Santos contribui para que essa afirmação seja crescente. Queremos dar continuidade a esta marca e passá-la às gerações futuras. Apesar de poder haver algum desconforto durante três ou quatro dias, no final fica uma grande feira com muita presença, muito comércio e muita afirmação”, acrescentou.

Presidente da CCDR Norte destaca impacto da Feira dos Santos

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) salientou que a feira é um evento de encontro, de família e de proximidade, atraindo muitos flavienses espalhados pelo país e pelo estrangeiro para estarem com a sua família. Destacou que, apesar de ser uma feira comercial, também é multicultural e dinamiza economicamente a região.

António Cunha referiu ainda que o Centro Histórico da cidade tem vindo a renascer, tornando Chaves mais atrativa, e que os investimentos realizados em equipamentos como o Aquae Salutem valorizam o território e fortalecem a comunidade local.

 

*Conteúdo com apoio à produção.

Discover more from KomunicaMagazine

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading