A comunidade escolar da Escola Dr. Francisco Gonçalves Carneiro do Agrupamento de Escolas Dr. António Granjo (AEAG), em Chaves, participou hoje num simulacro de incêndio urbano para testar comportamentos a adotar em situações semelhantes e a operacionalidade dos bombeiros.
Um incêndio deflagrou no interior de uma sala de aula do segundo piso de um dos edifícios do estabelecimento escolar onde dez alunos e a professora se encontravam a ter aulas. As crianças ficaram retidas dentro da sala e os bombeiros tiveram que utilizar uma das janelas para as retirar do local com o apoio de uma auto escada.
“Um deles tinha uma fratura exposta num dos membros inferiores”, sendo também evacuado numa maca pela auto escada e transportado para o hospital, disse o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários Flavienses (BVF), Artur Nogueira. O alerta foi dado às 09h34.
O incêndio terá tido origem num computador alastrando-se ao edifício. Este foi o cenário montado pelos bombeiros e pela direção da escola para verificar os procedimentos a adotar pelas 361 pessoas que diariamente estudam ou trabalham na Escola Dr. Francisco Gonçalves Carneiro em caso de emergência.

Para o simulacro foi necessário levar quatro viaturas dos bombeiros, uma ambulância, um veículo de combate a incêndios, um veículo escada e um veículo de comando, que foram tripuladas por 11 operacionais.
No balanço do simulacro, o segundo comandante dos BVF destaca a importância de em situações de emergência a evacuação ser realizada de forma organizada.
Reforçar procedimentos de segurança
“O exercício correu relativamente bem. Ao nível de evacuação, neste caso, correu bastante bem, com as crianças e professores a conseguirem sair de forma organizada para o exterior do edifício”, referiu Artur Nogueira.
“O responsável pela segurança esteve também sempre em contacto com o chefe de equipa dos bombeiros. Todos tiveram o cuidado de perceber se não faltava ninguém”, acrescentou.
O responsável explicou que este tipo de exercícios é fundamental continuar a acontecer nas escolas para “cimentar procedimentos” que todos devem ter em conta em caso de uma situação real.

“Esperemos que não venha a acontecer nada semelhante na realidade, mas consideramos importante que os meninos, assim como os adultos estejam preparados e saibam o que fazer em caso de incêndio”, salientou a diretora do AEAG.
Plano de Emergência estudado nas salas de aula
Ana Paula Carvalho contou que o diretor de turma recebeu um documento com o plano de emergência que foi depois explicado e trabalhado dentro da sala de aula com os alunos do 1º. e 2º. ciclos daquela escola.
“No futuro, pretendemos continuar com este tipo de exercícios porque consideramos que é muito importante estarmos todos preparados”, sublinhou a diretora, considerando que há pormenores que são ainda precisos ajustar.
“Os meninos vão agora preencher um relatório da atividade, assim como todos os funcionários, e vamos perceber o que não correu tão bem para podermos corrigir. Mas no geral, acho que correu muito bem”, concluiu.
O último simulacro naquele estabelecimento escolar realizou-se há dois anos, contudo a diretora considera que é necessário fazer este tipo de atividades mais vezes ao longo do ano.











































































































