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Chaves | Ambiente mágico atraiu multidão ao centro da cidade para o arranque oficial da quadra natalícia

Chaves iluminou-se ontem, 1 de dezembro, com o arranque oficial da programação natalícia. Música, dança e o aguardado acender das luzes encheram o Largo General Silveira de festa e encanto, reunindo centenas de pessoas para celebrar o início da quadra.

A iniciativa contou com um cortejo natalício composto por mais de 300 participantes, entre pequenos e graúdos, que vestidos a rigor desfilaram desde a Praça Camões até ao Mercadinho de Natal. A animação continuou com as atuações do Quinteto de Metais “Transmontana Bass”, do duo Carlos Sanches e Daniel Louro e do Coro Infanto-Juvenil do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins.

O momento alto aconteceu pouco tempo depois, com o acender da iluminação natalícia em toda a cidade. A festa prolongou-se com DJ Mindo.

O presidente da Câmara de Chaves disse aos jornalistas que o verdadeiro significado do Natal vai muito além da decoração ou das atividades. Para Nuno Vaz, este é um período para recuperar emoções simples e essenciais.

“O Natal é magia e o que nós queremos é que este mês seja especial, que possamos voltar a ser crianças e reencontrar o sonho, a alegria e a proximidade”, afirmou.

O autarca frisou que a programação procura despertar sentimentos genuínos em todas as idades, deixando claro que a inspiração vem sobretudo do olhar das crianças, “que melhor do que ninguém sabem guiar-nos nesta época”.

Economia local como prioridade

A iluminação, o mercadinho e as várias atividades previstas ao longo de dezembro assumem também uma dimensão económica importante. O município espera que este ambiente festivo incentive o consumo no comércio local.

“O Natal é feito de conforto e de pequenos gestos. Queremos que os nossos, os que vivem cá e os que regressam, encontrem nos comerciantes da terra o seu presente especial. É uma forma de reforçarmos a nossa economia, ajudando-nos mutuamente”, explicou.

O investimento total nesta quadra ronda os 230 a 240 mil euros, valor que inclui animação, decoração e eventos até ao final do ano. Para Nuno Vaz, este montante representa um contributo para manter viva a tradição flaviense, mas também para tornar a cidade mais atrativa nesta época.

Este ano, a pista de gelo não integra a programação, mas o município garante que essa ausência não significa redução da oferta.

“O Natal pretende acrescentar, não faltar”, afirmou o dirigente, justificando que a autarquia optou por novas propostas mais centradas no convívio e na proximidade entre famílias, comércio e comunidade.

“Para mim, o essencial é o espírito de Natal, não o objeto. Queremos ver um brilho feliz em cada rosto.”

Tradições que resistem no concelho

Questionado sobre as tradições que ainda sobrevivem no concelho, o autarca recordou memórias da infância vivida nas aldeias, entre famílias numerosas, jogos tradicionais e mesas cheias de histórias. Destacou ainda a manutenção da prática das fogueiras de Natal, tanto nas aldeias como na própria cidade.

“Todos os anos queimamos o madeiro em frente ao edifício municipal, com festa e animação, para que todos possam celebrar esta tradição.”

À medida que as luzes se acenderam e o espírito natalício tomou conta da cidade, Nuno Vaz deixou um apelo à identidade local.

“Gostaria que o Natal fosse a semente que floresce ao longo do ano e que nos torne cada vez mais solidários, humanos e atentos uns aos outros. Que seja um reforço do nosso espírito de comunidade.”

Com luzes, música e calor humano, Chaves entrou oficialmente na quadra festiva. A programação continuará ao longo de dezembro com múltiplas iniciativas que prometem animar residentes, visitantes e famílias que, nesta altura, regressam à cidade para viver a magia do Natal.

*Conteúdo com apoio à sua produção. 

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