O município de Boticas proporcionou no último fim de semana momentos de diversão e alegria com o evento “Páscoa Viva”, onde a grande atração foi o habitual folar gigante, com 170 metros, servido a mais de 2.000 pessoas.
O evento trouxe à rua milhares de pessoas que tiveram a oportunidade de participar em várias atividades promovidas pela autarquia, com o apoio da Mais Boticas – Associação Empresarial Botiquense, que incluíram desportos radicais, um espaço dedicado às crianças, música ao vivo com os “Rapazões da Venda Nova, “Costa Verde” e Luís Pedreira, “Caça ao Ovo”, workshops sobre a confeção do folar e um atelier da Páscoa, contando ainda com vários expositores com venda de produtos locais, na Praça do Município.
A festa terminou com a degustação do folar gigante, confecionado pelas três panificadoras do concelho, e que juntou, numa das principais vias da vila botiquense, mais de 2.000 pessoas.
“A população aderiu, não só a local como de outras partes do país. Ainda há bocado falei com pessoas que vieram de França, do Alentejo e está-nos a surpreender. Demonstra que Boticas quando faz as coisas, faz bem”, referiu o atual presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires.
Para o autarca, este evento faz “jus à tradição” botiquense na confeção desta iguaria, habitualmente presente à mesa na altura da Páscoa, demostrando a qualidade da gastronomia local.
“Temos a carne barrosã, o cozido, o fumeiro” e o folar de carne é também exemplo do que melhor se faz no concelho de Boticas, sublinhou.
“O nosso folar tradicional é diferente dos outros, tem características diferentes, com uma receita um pouco divergente e está a ter um grande sucesso, porque notamos que, a cada edição, mais gente aparece”, acrescentou Guilherme Pires.
A comprovar a qualidade do folar estiveram milhares de pessoas que durante horas aguardaram que a famosa iguaria fosse colocada em mesas que preencheram ao longo de 170 metros uma das principais ruas do município. Para ter tudo pronto, três panificadoras trabalharam dia e noite para que o folar seja o mais fresco e fofo possível.
“Este folar é do próprio dia, por isso eles trabalham 24 horas para fazer estes metros todos. Depois, chegam aqui e colocam nestas mesas. Neste dia não há concorrência, dão-se todos bem, o que também fomenta a solidariedade entre os fabricantes de pão”.
O presidente da Câmara Municipal contou que esta ideia pretende dinamizar o concelho, trazer mais gente para a região para que possam não só descobrir a gastronomia, mas também o património histórico, cultural e de natureza que Boticas tem preservado ao longo dos tempos.
A pensar já na próxima edição, Guilherme Pires referiu que há a possibilidade de aumentar o comprimento do folar para um número redondo, atingindo, desta forma, os 200 metros.


